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Voltar Após reforma e adequações de segurança, balsas voltam a operar em rios na Chapada

Serviços atenderam as normas estabelecidas pela Marinhas e foram coordenados pela Sinfra com apoio da administração municipal e sindicato rural; travessia estava suspensa há seis meses
Ivana Maranhão | Secom-MT

- Foto por: Sinfra-MT
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Duas balsas que atendem comunidades rurais do município de Chapada dos Guimarães (65 km  de Cuiabá), nas proximidades do distrito de Água Fria, voltaram a operar nesta semana após seis meses de suspensão por questões de segurança. As embarcações passaram por revisão geral e receberam equipamentos de “salvatagem” (salvamento), de acordo com as normas exigidas pela Marinha, que liberou os modais para funcionamento. A reforma foi coordenada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) em parceria com a Prefeitura Municipal de Chapada dos Guimarães e o Sindicato Rural do município.

A manutenção das balsas do rio da Casca e do rio Quilombo (48 Km de Chapada), que atende principalmente a comunidade de João Carro, uma das maiores comunidades rurais da Chapada dos Guimarães, na MT-020, região do Manso, vai beneficiar diretamente cerca quatro mil pessoas que vivem na região e têm as embarcações como um dos únicos modos de travessia do lago.

Apesar de fazerem parte do município de Chapada, o governo do Estado, por meio Sinfra, assumiu os serviços revitalização das barcaças há quase dois mês por falta de condições da prefeitura em tocar os trabalhos. “Esse foi um esforço do Estado para atender as comunidades de Chapada dos Guimarães e garantir um transporte de segurança dentro do que é normatizado pela Marinha. No entanto, as ações tiveram um apoio da administração municipal e também e do sindicato rural da região para sua conclusão”, revelou o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, acrescentando que a região deve se transformar em um polo da piscicultura com pavimentação da MT-020, concluída pela Sinfra este mês.

Segundo o gestor governamental, que assessora a Secretaria de Infraestrutura e Logística, Paulo Fernandes Rodrigues, o fato das balsas operarem em rios próximos à rodovia estadual MT-020, que corta a comunidade de Água Fria, possibilitou que a cessão fosse transferida ao Estado, o qual ficou responsável em capitanear os trabalhos de revisão e retomar o funcionamento da travessia.

Ainda, conforme Rodrigues, os serviços de manutenção foram divididos em quatro partes: revisão dos motores, manutenção da parte elétrica, dotação das balsas com equipamentos de salvamento como coletes salva-vidas, bóias e bote com capacidade para até 40 pessoas, além dos serviços de sinalização, iluminação, substituição dos equipamentos contra incêndio.

Com a regularização dos itens, as balsas conquistaram registro na Marinha. “Atividades como a capacitação dos tripulantes (pessoal que opera as embarcações) ficou por conta da prefeitura de Chapada, bem como a operação e o fornecimento de combustível”, explicou, dizendo que foram adquiridos também aparelhos como megafone, binóculo, apito, entre outros necessários à atividade marítima.

Ao final da reforma e da adaptação às normas de segurança, prossegue o gestor da Sinfra, a Marinha concedeu ao governo a licença provisória para funcionamento das barcaças por 60 dias, até que sejam finalizadas as adequações de todos os itens obrigatórios para este tipo de transporte.

Estrutura

Cada balsa reformada tem capacidade para realizar a travessia de até 40 pessoas e suporta um peso máximo de 70 toneladas, em média seis a sete carros pequenos e dois caminhões de médio porte. A embarcação que atende a comunidade de João Carro, por exemplo, realiza por dia cerca de 16 viagens (ida e volta), num percurso de 600 metros. Já a do rio da Casca, são 12 viagens (ida e volta) em média, num trajeto de 300 metros.